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Dor no Cotovelo

A principal causa de dor no cotovelo é a epicondilite lateral, mais conhecida como cotovelo do tenista. No entanto ela não se restringe apenas a esse perfil de paciente. Ela geralmente acomete pacientes de 40 a 50 anos de idade e sua prevalência pode chegar até a 3% da população geral ocorrendo na mesma proporção entre os sexos. Na maioria dos casos os paciente não são atletas e o lado dominante é o mais afetado. É uma doença que cursa com inflamação e posteriormente com alterações na constituição dos tendões extensores que se originam de uma proeminência óssea na face lateral (de fora) do cotovelo chamada epicôndilo lateral e dependendo do caso a doença pode ser bastante limitante, causando dificuldade do paciente em segurar objetos e realizar movimentos de extensão (para cima) dos dedos e do punho. O diagnóstico é clínico, no entanto são realizados exames de imagens para serem afastados os diagnósticos diferenciais. Na grande maioria dos casos a cirurgia não é necessária porém o seguimento médico e fisioterápico são fundamentais para o seu tratamento adequado.

Dentro das lesões traumáticas do cotovelo, além das fraturas, podem ocorrer as lesões ligamentares e tendíneas. A lesão distal do bíceps, por exemplo, é uma lesão que ocorre na inserção ou transição miotendínea do bíceps braquial e em alguns casos seu diagnóstico pode passar desapercebido. Em cerca de 85% dos casos ocorre no lado dominante do paciente e o seu tratamento é variável, podendo ser conservador ou cirúrgico a depender da queixa do paciente e de sua demanda. Quando a lesão é aguda e o tratamento cirúrgico for indicado, esse deve ser realizado o quanto antes para se evitar a retração proximal do tendão. Quando optado pelo tratamento conservador, o seguimento ambulatorial é necessário para se acompanhar a evolução do paciente até a sua alta.

Existem diversas outras doenças que cursam com dor no cotovelo como a epicondilite medial, bursite olecraneana, tendinopatia da inserção do tríceps, rigidez do cotovelo, compressão do nervo ulnar entre outros. Todos eles devem ser avaliados individualmente e o tratamento deve ser discutido junto ao paciente.

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